Títeres do Espírito
Espírito - sopro de vidaPelos corpos permeia
Alheio a infinita ceia
Ao seguir para um novo hospedeiro
Inocente, puro e fasceiro
Conserva o pesar dos anos
Cobra do novo os pecados de tempos idos
O intelecto nele se guarda
Também as faculdades da alma
Paixões que se juntam as dores
Nos poderosos e irracionais amores
Enfim quando o fim não vem
Se instala no corpo de outrém
Faz dele seu novo dono
E segue eterno em seu novo trono






